Resposta rápida
38% dos profissionais usam IA sem aval da empresa. Entenda por que a shadow AI é sintoma de uma adoção de inteligência artificial conduzida sem método.
Um dado do relatório Future of Professionals 2026, da Thomson Reuters, expõe uma tensão que já habita boa parte das grandes empresas brasileiras, uma vez que 38% dos profissionais recorrem a ferramentas de inteligência artificial fora do que a própria companhia fornece ou autoriza. O fenômeno recebe o nome de shadow AI, e o seu avanço revela menos uma questão de comportamento individual e mais um sintoma de adoção de inteligência artificial conduzida sem método.
Bruno Pinheiro, diretor executivo da Groovia, leu esses números como parte de um mesmo quadro ao comentar o estudo em veículos de gestão e tecnologia, ao observar que a maioria dessas organizações adotou a inteligência artificial sob pressão, antes de definir com clareza para que ela serve.
O que é shadow AI e por que ela cresce nas empresas?
Shadow AI descreve o uso de ferramentas de inteligência artificial por iniciativa do próprio profissional, à margem das soluções fornecidas ou aprovadas pela empresa. O crescimento desse uso ganha explicação no mesmo estudo, que registra que 39,1% dos profissionais relatam ausência de qualquer serviço de IA oferecido pela companhia onde trabalham. A combinação entre a carência de ferramentas corporativas e a demanda por produtividade conduz o profissional à solução que ele tem em casa, enquanto a governança permanece adiada.

Framework de shadow AI: Resposta rápida e O que é shadow AI e por que ela cresce nas empresas.
Os números que descrevem a pressão por IA
O recorte brasileiro do levantamento, que analisou profissionais das áreas jurídica e de auditoria de risco, reúne três sinais que conversam entre si. O primeiro aponta que 38% dos entrevistados usam soluções externas de inteligência artificial no ambiente de trabalho. O segundo mostra que 66% dos funcionários brasileiros consideram o uso de IA pela empresa na hora de aceitar ou recusar uma vaga, e um em cada quatro recusaria uma oferta de uma companhia que dispensa a tecnologia no cotidiano profissional. O terceiro sinal trata de retenção, uma vez que, entre os profissionais que percebem distância entre o que a IA poderia entregar e o que a empresa de fato entrega, 18,2% cogitam sair em até 12 meses, proporção que sobe para 34,1% no horizonte de 24 meses.

Leia também
A shadow AI como sintoma de uma adoção sem método
A leitura que Bruno Pinheiro apresentou ao comentar o estudo trata os três sinais como efeitos de uma mesma causa. As companhias adotaram a inteligência artificial sob a cobrança do conselho por resultado, antes de desenharem um plano, e, diante dessa lacuna, cada profissional passou a recorrer à ferramenta ao seu alcance, enquanto a governança permaneceu para depois. Nas palavras dele, "o que falta a essas companhias é o método para operar a IA" que a própria pressão de mercado as levou a adotar.

Matriz de decisão de shadow AI: A shadow AI como sintoma de uma adoção sem método e A mesma pauta em vários veículos de gestão e.
Leia também
A mesma pauta em vários veículos de gestão e tecnologia
A relevância do tema aparece também na forma como a discussão circulou. O estudo da Thomson Reuters e a leitura do executivo ganharam espaço em publicações de gestão e de tecnologia dedicadas ao público corporativo, entre elas o Mundo RH, o TI INSIDE e o Consecti, o que indica que a preocupação com a IA adotada sob pressão atravessa tanto a área de pessoas quanto a área de tecnologia dentro das empresas.
A leitura da Groovia: método e governança antes da ferramenta
A saída apontada por Bruno Pinheiro segue a lógica que a Groovia orquestra junto a grandes empresas no Brasil e na Europa. A alta liderança muda primeiro a forma de decidir, revisa a estratégia da companhia, define uma governança mínima e, a partir daí, reorganiza a operação em torno da inteligência artificial. Esse encadeamento traduz a assinatura AI First, Human Always, porque coloca a inteligência artificial logo no desenho do trabalho e mantém a decisão final com as pessoas. Aplicada à shadow AI, essa mesma ordem converte o uso disperso de ferramentas em um uso governado, com método e com propósito definido.
Leia também
Onde a IA já circula na sua operação
Para as lideranças que desejam mapear onde a inteligência artificial já circula na própria operação e como conduzi-la com governança, a Groovia disponibiliza o Diagnóstico da Groovia, uma avaliação de 3 minutos que indica os próximos passos da implementação com método.
AI First, Human Always.
Fontes: relatório Future of Professionals 2026, da Thomson Reuters. Reportagens sobre o estudo publicadas em julho de 2026 por Mundo RH, TI INSIDE e Consecti.

Entenda por que a shadow AI é sintoma de uma adoção de inteligência artificial conduzida sem método.
Leia também
Leituras que complementam este tema
- O concorrente anunciou IA antes de você: o roteiro de resposta sem pânico: aprofunda concorrente anunciou ia.
- Quando a IA muda o seu modelo de cobrança: de hora vendida a resultado entregue: aprofunda modelo de cobrança com ia.
- Contratos na era da IA: as cláusulas que eu passei a exigir de fornecedor: aprofunda cláusulas de ia em contrato de fornecedor.
- O conselheiro chegou com a análise da IA: o que muda na dinâmica do board: aprofunda ia no conselho de administração.
Antes de escolher a próxima ferramenta, vale ver como estruturar a adoção de IA por etapas e quais soluções de IA para lideranças existem. O diagnóstico gratuito de IA mostra o gargalo real do seu estágio.
O contexto brasileiro: LGPD, ANPD e o PL 2338
No Brasil, qualquer decisão sobre shadow AI passa pela LGPD (Lei 13.709/2018). A ANPD pode aplicar sanção de até 2% do faturamento da empresa no Brasil, limitada a R$ 50 milhões por infração, e o PL 2338/2023 avança para criar o marco legal da IA, com obrigações de transparência, avaliação de risco e supervisão humana em sistemas de alto impacto.
Na prática, isso significa três coisas para a liderança: registrar quais ferramentas de IA tratam dados pessoais, definir quem responde por cada decisão automatizada e manter trilha de auditoria do que foi gerado por máquina.
A Groovia acompanha essa jornada com um time de 6 humanos e 78 agentes próprios, e já conduziu 100 sócios pela Curva de Maturidade em IA, das 5 etapas que levam uma empresa de AI First a AI Native.